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O FUTURO DA GESTÃO DE TALENTOS

  • 28 DE maio DE 2019
  • Claudio D'Amico
  • Artigos

O Futuro da Gestão de Talentos

O ser humano tem a capacidade de criar a sua própria realidade. Alcançamos o que acreditamos. Portanto, pensar no futuro envolve planejamentos, perspectivas, desejos e trabalho duro no presente. Podemos sonhar, ousar e ser criativos. Elaboramos o futuro sempre considerando o que somos hoje, pois não há futuro sem passado e ação presente. Precisamos responder à três simples perguntas: de onde que eu vim, onde que eu estou e para onde que eu vou.

Hoje, dadas as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas e o respectivo impacto disso em nossas vidas, quando se fala em futuro há que se questionar se o espaço físico de trabalho permanecerá igual ao que conhecemos ou mesmo se haverá emprego nos moldes tradicionais, com carteira assinada e afins. Precisaremos estar atentos ao que virá pela frente e se preparar para as grandes oportunidades.

Hoje há desafios quanto à gestão de talentos que devem permanecer e, ainda, intensificar em importância quando pensamos no futuro. Atrair, desenvolver e reter as pessoas têm sido um tripé importante para as áreas de Recursos Humanos das empresas. Há algum tempo, com os programas de estágio e de trainees, quem ditava as regras eram as empresas. Hoje, cada vez mais, é o jovem quem dita seu rito de passagem para o mundo do trabalho e por onde quer estar.  Desta maneira, a atração de talentos é um fator primordial.

Os jovens talentos entendem que estar bem é estar em um ambiente de trabalho no qual a missão e valores estejam alinhados com seu propósito pessoal. Portanto, atrair jovens comprometidos com seus ideais será um grande desafio para a gestão de recursos humanos. Se esta etapa de atrair e contratar for alcançada, mantê-los será um desafio ainda maior. As empresas precisam se readaptar rapidamente para uma mudança de cultura, a ponto de representar o que os jovens buscam e projetam para sua vida profissional e pessoal.

É necessário equalizar o mundo externo ao mundo interno nas organizações. Os jovens querem se sentir confortáveis e reproduzir o comportamento natural que está presente nos seus relacionamentos cotidianos. Precisamos desburocratizar e simplificar as relações.

Somos essencialmente seres relacionais, seja no virtual, seja no presencial e, mesmo com todo o impacto das tecnologias sobre as estruturas do trabalho, teremos de conviver com diferenças de posicionamento e ideias. A gestão de talentos precisará avançar para um diálogo aberto e franco com seus líderes, pares e a própria direção da empresa.

O que nos leva a um outro e importante desafio para gestão de talentos é o desenvolvimento das lideranças. O papel do líder é gerir e estimular a convergência entre expectativas, tornando o espaço de trabalho um ambiente acolhedor e propício ao desenvolvimento.

Os erros e acertos precisam ocorrer de maneira natural, como em qualquer processo de aprendizagem. O melhor desempenho e engajamento das pessoas passa pela gestão, onde uma equipe heterogênea bem gerida pode trazer a médio e longo prazos resultados excepcionais e, nesse contexto, o líder deve atuar como agente catalisador.

Consequentemente, investir em desenvolvimento humano, sobretudo nas lideranças, é fundamental. O líder precisa ser preparado para assumir essa função e ter condições para gerir as expectativas do seu grupo, alinhado ao contexto empresarial. O líder deve se enxergar dentro do mesmo contexto e não acima ou fora dele, se utilizando de uma liderança mais humanizada.

 “Liderança é a arte de aproveitar a energia humana em direção a criar um futuro melhor... O mundo é muito complexo para apenas uma pessoa (líder) ter todas as respostas... O líder precisa de uma equipe (colíderes) à sua volta”. (Rajeev Peshawaria, CEO da Iclif Leadership and Governance Centre e escritor da revista Forbes)

Um gestor não pode caminhar sozinho sem entender que tem uma equipe que está ao seu lado. Cabe ao líder construir pontes entre ele e sua equipe, fundamentadas em relações de confiança.

O ideal é mirar onde e como queremos ir, mas sempre lembrando que na caminhada encontraremos bifurcações e atalhos que nos levarão ao futuro. Os fatores que influenciam e influenciarão a gestão de talentos compreendem atrair, reter e desenvolver pessoas. É preciso criar um ambiente aberto, com líderes que construam e compartilhem valores e estejam preparados para promover um ambiente acolhedor, saudável e produtivo.